The Jamie Baum Septet

Aproveitando o 25º aniversário do Guimarães Jazz, partilho o trabalho de Jamie Baum, flautista norte-americana. As suas composições são enérgicas e dinâmicas, narrativas, quase cinematográficas, que (me) remetem para a azáfama da cidade.

Entretanto, pensar que o cante alentejano é património cultural da humanidade e o jazz não (pelo menos não surge nas listas da UNESCO)… o que me faz sentir a premência de reler a escala de valores de Riegl, para tentar perceber os critérios de valorização patrimonial. Se bem me lembro incluíam valores de contemporaneidade, como o valor artístico ou de uso, mas também valores rememorativos, como o histórico, que acredito que se possam aplicar neste caso. Estaremos mais preocupados em congelar no tempo aquilo que tende à desaparição, tomando como certos (ou até desvalorizando) as heranças que no dia-a-dia alicerçam a nossa História e o nosso ADN cultural?

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