Human Centered Design

Human centered design, ou conhecimento orientado para a comunidade (não é a tradução literal, mas é a que utilizo nesta investigação), é uma metodologia criativa de resolução de problemas. Existem algumas variações possíveis do método, no entanto os princípios básicos são comuns: abordagem focada no utilizador final, procurando compreender as pessoas e envolvendo-as no processo, cultivando o feedback.

O vídeo apresenta a versão PWC do método, mas são também interessantes as versões IDEOIBM e Grameen Foundation:

IDEO – 3 fases: inspiration + ideation + implementation

IBM – 4 fases (+ 3): understand (recorrendo a Sponsor users) + explore (hills) + prototype + evaluate (playback)

PwC – 3 fases: understand + visualize + realize

Grameen Foundation – 4 fases: go to the field + colaborative + visual + iterative

Embora cada versão aprofunde mais detalhadamente diferentes aspectos, os passos cruciais do processo são coincidentes e podem ser sistematizados da seguinte forma, para uma sequência operativa mais completa:

Compreender

Seja através da experiência real no terreno ou de utilizadores-tipo, o objectivo desta fase é compreender o publico-alvo, o que acontece no seu dia-a-dia, identificar as suas necessidades, problemas e potenciais oportunidades. O importante é manter a ligação aos desejos e anseios da comunidade.

Visualizar

Corresponde à fase “Explore” da IBM e, em certa medida, à “Ideation” da IDEO. A expressão “visualize” da PwC  traduz melhor a importância de esta fase ser focada nos resultados a alcançar e não tanto em resolver como alcançá-los. É necessário explorar o máximo de ideias, de forma criativa e sem filtro, reflectindo o que a nova experiência poderá oferecer ao utilizador.

Concretizar

Implica seleccionar as melhores ideias da fase de exploração e, agora sim, criar os mecanismos necessários para concretizar a ideia. Inclui o “como fazer” e o “fazer”, já que ambos estão ligados, num processo de tentativa e erro. Desenvolver protótipos que possam ser testados internamente e com os utilizadores-tipo, devendo o feedback ser integrado para conseguir optimizar a ideia e adequá-la às expectativas do utilizador.

Implementar

Criar parcerias e colocar a ideia no mundo, monitorizando a sua evolução de forma a poder continuar a inovar o processo.

A relação com o utilizador é contínua ao longo do processo, não se circunscrevendo ao momento inicial; a sua implementação exige estreita colaboração com equipas multidisciplinares e a constante iteração para optimização dos resultados, como já identificado no artigo “O que é Inovação“. Ao focar o processo no utilizador final é possível criar produtos que realmente acrescentam valor e minimizar os riscos da sua implementação.

Este assunto será desenvolvido, pois em breve iniciará o curso online da IDEO acerca deste tema.

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