O Rei de um País Chuvoso

As belas casas estão degradadas e esquálidas, e nada ficou para além das fachadas. Os interiores foram devorados como queijo pelos roedores de um comércio mais sórdido e mesquinho que o do século XVII. Em cada casa, há quatro ou cinco vendedores de bugigangas, e outras tantas pessoas respeitáveis, amontadas em águas-furtadas, delicadamente chamadas apartamentos. (…) Se houver duas ou três destas belas casas ainda na posse de particulares, trata-se de um verdadeiro milagre.

Freeling, Nicolas. (1966) O Rei de um País Chuvoso. Porto [2005]: Público

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