10 razões para usar um diário na investigação

A diarística é um dos temas frequentemente abordados no BrainPickings, um interessante blog sobre arte e cultura. Diversos autores celebrados, de Oscar Wilde a Virginia Wolf, utilizavam esta ferramenta como modo de estabelecer uma disciplina de trabalho e estimular a criatividade.

Um dos exemplos mais impressionantes é o de John Steinbeck, que manteve um diário da sua rotina durante o processo de escrita de As Vinhas da Ira, obra que lhe valeu o prémio Pulitzer em 1940. Relembra-nos que mesmo os grandes génios são confrontados com a hesitação, a dúvida e a desmotivação. Numa única entrada do seu diário, Steinbeck explica de modo claro a necessidade desta ferramenta como auxiliar do processo criativo:

In writing, habit seems to be a much stronger force than either willpower or inspiration. Consequently there must be some little quality of fierceness until the habit pattern of a certain number of words is established. There is no possibility, in me at least, of saying, “I’ll do it if I feel like it.” One never feels like awaking day after day. In fact, given the smallest excuse, one will not work at all. The rest is nonsense. Perhaps there are people who can work that way, but I cannot. I must get my words down every day whether they are any good or not.

Entre outras coisas, esta rotina de escrita tem as seguintes vantagens, que considero pertinente explorar num percurso de investigação:

 

1.  estabelecer autodisciplina
2. contrariar a falta de confiança
3. manter o foco no trabalho a desenvolver
4. visualizar o progresso diário
5. aguçar a autoconsciência
6. cultivar o espírito de observação
7. escrever sem auto-censura (evitando o bloqueio da página em branco)
8. reflectir de modo honesto as prioridades individuais
9. desenvolver um estilo de escrita mais natural e espontâneo
10. sistematizar e clarificar ideias desordenadas

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